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 A rodar XL

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António Teixeira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Ter Jan 03 2017, 23:38

Agora está na hora de ir dormir, pois, amanhã às 7:00h já tenho de estar em vigília!
No entanto, aqui fica a notícia que também apareceu a seguinte colecção completa (100 LP's) quase novos!!!
Já tenho aqui muito para ouvir com toda a atenção...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Ter Jan 03 2017, 23:52

TD124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
... Para mim, e de tudo o que tenho ouvido até hoje, o vinil continua a ser o suporte que mais me fascina sonoramente. ...

Quando um suporte fascina sonoramente é que tém um som, e é o caso do vinilo. Quando um suporte tém um som então ele marca a reprodução dessa tonalidade (mesmo que esta seja eufonica), o que vai contra a neutralidade. Quando a neutralidade tonal deixa de existir a fidelidade està comprometida, mas o som pode continuar a agradar, e mesmo pareçer musical. O que te fascina então é um som, o tocar e o ver ... ora que nada disto tém a ver com a fidelidade ném mesmo sequer com a musica. Então o teu fascinio vém de um som ao teu gosto e não da reprodução fiel do que està no disco. Se tal fosse o caso, a tua relação com o digital seria muito mais nuanceada e sobretudo realista. È o teu direito de gostares do que queiras, e mesmo de adorar o som das vàlvulas, vinilos e ou K7's, mas não apregoes muito alto o termo "Hifi" e fica-te pelo termo "audio" que é um saco maior e aonde cabe tudo o resto ...  Wink

Jà faz anos que te cito um ditado daqui: Não hà pior cego que aquele que não deseja ver !!!... Twisted Evil

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Podes ter toda a razão do mundo (e mesmo do universo) mas para mim (e não só), essa razão que evocas não corresponde aquilo que oiço/ouvimos. Aquilo a que tu chamas de fidelidade, para mim é esterilidade.


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mango
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 08:21

offtopic:
Sou um bocado distraído e estive uns anos valentes sem vir ao fórum mas ia jurar que a argumentação do TD124 mudou muito em relação ao vinil em relação aquilo que me lembro. Posso estar completamente enganado claro.
Não me parece que o cunho "fidelidade" faça apenas sentido e sido materializado no digital, não apenas porque , IMO, é um conceito muito redutor como também aparenta meter na gaveta tudo o que foi feito antes da revolução de media nos fins dos anos 80.
Não havia fidelidade antes de 1982?
E porque é que os "ficheiros" dos dias de hoje, que só são populares devidos aos avanços no storage quer em capacidade e custo, são mais "fieis" ?
Bom, mas isto é daqueles discursos redondos que já sabemos de anos anteriores que não levam a lado nenhum Smile
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 11:50

mango escreveu:
offtopic:
Sou um bocado distraído e estive uns anos valentes sem vir ao fórum mas ia jurar que a argumentação do TD124 mudou muito em relação ao vinil em relação aquilo que me lembro. Posso estar completamente enganado claro.

Amigo Mango, eu continuo na mesma, com os mesmos giras, braços e células mas com muito mais vinilos pois compro em média cinco por mês. Como se pode ver neste topico, continuo a ouvir alguns vinilzitos quase todos os dias e a escrever sobre a minha paixão à volta destas mecânicas do passado (os giras) ... então nesse aspecto nada mudou e continuo mesmo a nunca ter lavado um vinil, então é que està tudo verdadeiramente na mesma. No entanto nunca pretendi (ou então tinha uma tosga ou tomado uma substânciasita...  drunken ) que o vinilo fosse superior em fidelidade à leitura digital, qualquer que esta seja e sempre respeitei os que preferem o vinilo desde que a supremacia sobre o ponto da fidelidade não seja o argumento ... depois os gostos a cada um o seu e não hà discussão nesse aspecto !!!...

Não me parece que o cunho "fidelidade" faça apenas sentido e sido materializado no digital, não apenas porque , IMO, é um conceito muito redutor como também aparenta meter na gaveta tudo o que foi feito antes da revolução de media nos fins dos anos 80.
Não havia fidelidade antes de 1982?

No inicio do século XX a fotografia jà existia e então os retratos também, ora isto não é uma razão para negar que a fotografia moderna (tanto analogica que digital) seja muito mais fiel do que a do passado. No audio vamos encontrar a mesma coisa. Os gravadores profissionais são "relativamente" fieis hà muito ou ao menos desde o inicio dos anos 50, mas a copia em vinilo de uma banda professional é inferior a todos os niveis, limitando então a fidelidade ... mas dos anos cinquenta até 1982, efectivamente o vinilo era a fonte mais "fiel" que o consumidor médio podia possuir...

E porque é que os "ficheiros" dos dias de hoje, que só são populares devidos aos avanços no storage quer em capacidade e custo, são mais "fieis" ?

Todas as gravações digitais são um ficheiro desde a origem e todas as copias das bandas magnéticas "master" são ficheiros também. A leitura de um ficheiro permite de não realisar uma conversão de midia (pois mesmo a fabricação de um CD pode criar erros...) e assim de consumir a obra no formato original (gravação digital) ou muito proximo do original (copia de banda magnética). Quanto à pergunta sobre a "fidelidade", penso que é uma pequena provocação pois : comparar uma leitura que não tém ruido de superficie ném de contacto, que possui uma grande dinamica real, que apresenta a mesma distorção do primeiro segundo da musica até ao ultimo, que não perde a dinamica a definição e a banda passante com a utilisação, que possui uma larga banda passante, uma alta diafonia e etc ... com um formato que é tudo o contrario, sò pode ser para rir ou para provocar !!!... ainda quer falar de "fidelidade" amigo Mango ???...

Bom, mas isto é daqueles discursos redondos que já sabemos de anos anteriores que não levam a lado nenhum Smile

Poderiam levar de facto, se um dia em vez de falar de gosto, estética e colorações eufonicas ... os defensores do vinilo o pudessem defender sobre bases universais ligadas efectivamente ao potencial técnico e então de "fidelidade potencial" do formato, o que não é possivel efectivamente. A ferramenta mais potente do analogico ao nivel da fidelidade são os gravadores professionais, e mesmo eles estão obsoletos hoje em "quase" todos os parâmetros ... então o vinilo ném se fala. Mas, hà pessoas que continuam a gostar de ouvi-lo como eu ... mas fico-me pelo gosto e não defendo uma fidelidade superior em nada, pois não hà !!!...

PS: Lembro-lhe que a discussão era à volta do vinilo/ficheiro e não do analogico/digital que é ainda outra coisa e muito mais complexa. Re-afirmo então o que tinha dito ao amigo José Miguel que era mais ou menos isto : ...hoje escutando ficheiros e pelo mesmo preço investido, ele poderia ter uma fonte aonde escutasse mais obras e com maior fidelidade !...   ... continuo a pensar a mesma coisa !!! Embarassed

cheers  

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 13:45

A conversa está muito boa e separar "gosto" de "fidelidade" parece-me um excelente princípio - no final cada um decidirá o melhor para si a cada momento - "pecar" pode saber bem, procurar mais e melhor também, porque o caminho é tão ou mais importante que a meta.


O álbum que se segue acompanhou-me anos a fio, era ouvido em casa, no carro, nos bares, nas reuniões de amigos - foi mesmo um amigo que me apresentou a obra.
Naquela altura a Música já era uma escapatória para o trabalho na fábrica, era comum ver-se o sol nascer enquanto se falava desta, daquela, da outra banda e dos álbuns.
De alguma forma este é um álbum essencial para mim, é fundacional.


Morphine - Cure for pain.
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mango
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 14:19

TD124 escreveu:
mango escreveu:
offtopic:
Sou um bocado distraído e estive uns anos valentes sem vir ao fórum mas ia jurar que a argumentação do TD124 mudou muito em relação ao vinil em relação aquilo que me lembro. Posso estar completamente enganado claro.

Amigo Mango, eu continuo na mesma, com os mesmos giras, braços e células mas com muito mais vinilos pois compro em média cinco por mês. Como se pode ver neste topico, continuo a ouvir alguns vinilzitos quase todos os dias e a escrever sobre a minha paixão à volta destas mecânicas do passado (os giras) ... então nesse aspecto nada mudou e continuo mesmo a nunca ter lavado um vinil, então é que està tudo verdadeiramente na mesma. No entanto nunca pretendi (ou então tinha uma tosga ou tomado uma substânciasita...  drunken ) que o vinilo fosse superior em fidelidade à leitura digital, qualquer que esta seja e sempre respeitei os que preferem o vinilo desde que a supremacia sobre o ponto da fidelidade não seja o argumento ... depois os gostos a cada um o seu e não hà discussão nesse aspecto !!!...

Não me parece que o cunho "fidelidade" faça apenas sentido e sido materializado no digital, não apenas porque , IMO, é um conceito muito redutor como também aparenta meter na gaveta tudo o que foi feito antes da revolução de media nos fins dos anos 80.
Não havia fidelidade antes de 1982?

No inicio do século XX a fotografia jà existia e então os retratos também, ora isto não é uma razão para negar que a fotografia moderna (tanto analogica que digital) seja muito mais fiel do que a do passado. No audio vamos encontrar a mesma coisa. Os gravadores profissionais são "relativamente" fieis hà muito ou ao menos desde o inicio dos anos 50, mas a copia em vinilo de uma banda professional é inferior a todos os niveis, limitando então a fidelidade ... mas dos anos cinquenta até 1982, efectivamente o vinilo era a fonte mais "fiel" que o consumidor médio podia possuir...

E porque é que os "ficheiros" dos dias de hoje, que só são populares devidos aos avanços no storage quer em capacidade e custo, são mais "fieis" ?

Todas as gravações digitais são um ficheiro desde a origem e todas as copias das bandas magnéticas "master" são ficheiros também. A leitura de um ficheiro permite de não realisar uma conversão de midia (pois mesmo a fabricação de um CD pode criar erros...) e assim de consumir a obra no formato original (gravação digital) ou muito proximo do original (copia de banda magnética). Quanto à pergunta sobre a "fidelidade", penso que é uma pequena provocação pois : comparar uma leitura que não tém ruido de superficie ném de contacto, que possui uma grande dinamica real, que apresenta a mesma distorção do primeiro segundo da musica até ao ultimo, que não perde a dinamica a definição e a banda passante com a utilisação, que possui uma larga banda passante, uma alta diafonia e etc ... com um formato que é tudo o contrario, sò pode ser para rir ou para provocar !!!... ainda quer falar de "fidelidade" amigo Mango ???...

Bom, mas isto é daqueles discursos redondos que já sabemos de anos anteriores que não levam a lado nenhum Smile

Poderiam levar de facto, se um dia em vez de falar de gosto, estética e colorações eufonicas ... os defensores do vinilo o pudessem defender sobre bases universais ligadas efectivamente ao potencial técnico e então de "fidelidade potencial" do formato, o que não é possivel efectivamente. A ferramenta mais potente do analogico ao nivel da fidelidade são os gravadores professionais, e mesmo eles estão obsoletos hoje em "quase" todos os parâmetros ... então o vinilo ném se fala. Mas, hà pessoas que continuam a gostar de ouvi-lo como eu ... mas fico-me pelo gosto e não defendo uma fidelidade superior em nada, pois não hà !!!...

PS: Lembro-lhe que a discussão era à volta do vinilo/ficheiro e não do analogico/digital que é ainda outra coisa e muito mais complexa. Re-afirmo então o que tinha dito ao amigo José Miguel que era mais ou menos isto : ...hoje escutando ficheiros e pelo mesmo preço investido, ele poderia ter uma fonte aonde escutasse mais obras e com maior fidelidade !...   ... continuo a pensar a mesma coisa !!! Embarassed

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Certo.
Estou a ser honesto quando digo que pensava que tinha mesmo uma outra abordagem. Não sei onde fui buscar isto. Mas estou esclarecido e não vai haver mais equívocos.

O "ruido" faz parte da nossa vida. Mesmo num ambiente aparentemente silecioso ha sempre uns dBs residuais.
O "ruido" pode assumir diversas formas,seja por contacto como na leitura de um vinil, como no processo de quantização em digital. No que toca ao digital é uma caracteristica de qualquer codec e é mensuravel. Há outras e podiamos encher aqui uma pagina sobre esse assunto.
Pelo menos nos codecs com que trabalho. Admito que com esses samplings astronómicos e o numero de bits usados que se veem por aí o erro por quantização seja cada vez menor.

Como nota de rodapé, a "fidelidade" para mim não é uma utopia, ou não deveria ser, e deveria ser experenciada em situações normais, nunca ideais ou utópicas. Essa sempre foi a minha abordagem, mas isso sou eu que nunca me assumi como audiofilo na verdadeira acepção da palavra.
Essa busca da perfeição continua, utópica, é o que leva a muitos a perseguirem um sistema de fidelidade uma vida inteira e estarem constantemente frustrados com aquilo que têm, mesmo com sistemas ditos de topo.

Podia dizer que no meio disto tudo, e a reboque do que penso ser o que o Jose Miguel estava a tentar dizer ha pouco, o caminho percorrido é tão ou mais importante que o fim, mas isso era levar a conversa para um campo altamente subjectivo.

Também poderia dizer que, IMO, os "ficheiros" andam a reboque e são um pouco o reflexo de uma sociedade cada vez mais comodista, onde coisas que dão efectivamente trabalho fazem cada vez mais confusão...mas era fugir à questão.

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 14:40

É verdade que o "caminho", sendo individual, acaba por ser subjectivo. Todavia, é esse "caminho" que pode levar cada um a viver bem com o que tem ou quer, sem acabar os seus dias em agonia por nunca ter chegado a uma qualquer "meta" - pior só mesmo andar a seguir o que dizem outros... duas pessoas não terão um mesmo "caminho" e muito menos uma mesma "meta", cada Homem vê/sente/experimenta o Mundo de forma distinta e é essa a beleza que nos rodeia.
Há ainda outra vantagem na valorização do "caminho", a saber, gozar de cabeça erguida cada experiência.

Por falar em experiências...

São tantas e tão boas as que recordo com este álbum!
Mão Morta - Mutantes S. 21

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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 15:17


Olá!!!  Até fiquei affraid , a rodar XL???, pensei que me tinha enganado, afinal era o nº da página,
affraid  affraid 40!!! páginas.... cheers boa! ...."o que faz falta é animar a malta..."

Mão-Morta, Morphine... excelentes!!! boa José! ... começar o ano em forma!
Por aqui, continuamos "on the road"...

Traffic - On The Road - 2lp - 1973


cheers
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mango
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 15:30

José Miguel escreveu:
É verdade que o "caminho", sendo individual, acaba por ser subjectivo. Todavia, é esse "caminho" que pode levar cada um a viver bem com o que tem ou quer, sem acabar os seus dias em agonia por nunca ter chegado a uma qualquer "meta" - pior só mesmo andar a seguir o que dizem outros... duas pessoas não terão um mesmo "caminho" e muito menos uma mesma "meta", cada Homem vê/sente/experimenta o Mundo de forma distinta e é essa a beleza que nos rodeia.
Há ainda outra vantagem na valorização do "caminho", a saber, gozar de cabeça erguida cada experiência.

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 16:04

Vai rodar mais um, uma espécie de metáfora...
Bons olhos o vejam Luís, esperamos que esteja como um "rocha"! Wink

Para abanar o esqueleto!
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 16:08

mango escreveu:
... Como nota de rodapé, a "fidelidade" para mim não é uma utopia, ou não deveria ser, e deveria ser experenciada em situações normais, nunca ideais ou utópicas. ...

Mas é efectivamente uma realidade a "Alta-fidelidade" e desde o final dos anos 50, todavia ela està em evolução permanente como as camaras fotograficas, a video, a televisão e muitos outros sectores ... e não haja duvida nenhuma que uma gravação de Opera moderna seja superior em fidelidade (talvez menos artisticamente...) a uma da Callas em 1955. De resto, ouvimos todos (penso) em habitações sém tratamentos acusticos e com reverberações naturais, então a "fidelidade" pode existir em casa sém problema ... mas que consoante o sistema, a fonte, a sala, o formato e etc não atingimos todos o mesmo nivel de "fidelidade" é certo também!

... Essa busca da perfeição continua, utópica, é o que leva a muitos a perseguirem um sistema de fidelidade uma vida inteira e estarem constantemente frustrados com aquilo que têm, mesmo com sistemas ditos de topo.

A busca da perfeição é propria ao homém pois dà-lhe o sentimento de avançar, progredir ... mas o que voçê cita é um comportamento obcessivo, o que não tém nada a ver com a realidade técnica. Que o homém queira gravar e reproduzir melhor a musica é sensato e mesmo grande ... depois que o consumidor queira mais vàlvulas no seu amplificador, apalpar capas em cartão e discos em acetato de vinilo e mudar de colunas todos os dois anos ... faz parte da paixão pelo audio, o que efectivamente tém pouco a ver com a fidelidade e mesmo pouco com a musica ... mas são as escolhas de cada um e sabemos todos que alguns audiofilos gostam mais de material do que de musica. Também hà os que gostam mais dos discos do que da musica, mas isto é uma questão menos abordada!...

Também poderia dizer que, IMO, os "ficheiros" andam a reboque e são um pouco o reflexo de uma sociedade cada vez mais comodista, onde coisas que dão efectivamente trabalho fazem cada vez mais confusão...mas era fugir à questão.

Eu ao contràrio e como disse hà pouco tempo (de mesmo para o livro digital...), penso que a musica sém caixa, de mesmo que a obra literaria sém livro sejam evoluções...pois em contradição com o culto do objecto que em nada valorisa ném a musica ném a obra literaria. Para ouvir musica é necessario um par de orelhas um cérebro e um coração ... o disco material não é musica, apenas uma caixa como a do fiambre de supermercado que vai para o lixo. O ficheiro pareçe-me muito mais saudàvel tanto intelectualmente que ao nivel do planeta... mas açeito esse seu ponto de vista é claro ...

Escrito enquanto escutava este belo album dos Mog... !!!

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 16:29

TD124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
... Para mim, e de tudo o que tenho ouvido até hoje, o vinil continua a ser o suporte que mais me fascina sonoramente. ...

Quando um suporte fascina sonoramente é que tém um som, e é o caso do vinilo. Quando um suporte tém um som então ele marca a reprodução dessa tonalidade (mesmo que esta seja eufonica), o que vai contra a neutralidade. Quando a neutralidade tonal deixa de existir a fidelidade està comprometida, mas o som pode continuar a agradar, e mesmo pareçer musical. O que te fascina então é um som, o tocar e o ver ... ora que nada disto tém a ver com a fidelidade ném mesmo sequer com a musica. Então o teu fascinio vém de um som ao teu gosto e não da reprodução fiel do que està no disco. Se tal fosse o caso, a tua relação com o digital seria muito mais nuanceada e sobretudo realista. È o teu direito de gostares do que queiras, e mesmo de adorar o som das vàlvulas, vinilos e ou K7's, mas não apregoes muito alto o termo "Hifi" e fica-te pelo termo "audio" que é um saco maior e aonde cabe tudo o resto ...  Wink

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Perfeitamente de acordo!
De acordo com a minha experiência de alguns (poucos) anos de convivência com todos os formatos faz-me algumas espécie a já muito citada "superioridade" do vinilo quando qualquer leitor de qualidade de 100 mil reis toca com muita mais fiabilidade Hi-Fi que qualquer conjunto de vinilo até um determinado valor... E tenho quase a certeza que melhor que 80% dos possuidores de gira discos deste espaço.
Resta os 20% que derretem rios de dinheiros em cabeças, pré-phonos, gira discos, braços, discos.. etc etc (no qual me incluo) que efectivamente conseguem ouvir no seu expoente máximo o som analógico e que efectivamente soa melhor que o digital de baixo/médio custo. Mas isso é motivo de desistência quando os Cds estão ao preço da chuva e o vinil ao preço do ouro...na minha perspectiva mais prática.. claro que não!
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 16:38


Eu sossegado farei rodar mais um antes do trabalho.


"The choice is yours"...
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 16:51

Jà fazia algum tempo que um DCD não rodava ... ora que foi um dos grupos que muito escutei entre os 80/90's. Se o estilo do grupo é dificil a descrever pois alternadamente barroco, clàssico, mistico, rock, electronico, sombrio, etnico ... a personalidade deste album é verdadeiramente tribal. Uma obra misteriosa que convida a uma viagem chamânica e espiritual até aos confins do "labirinto". Uma ritmica densa e lancinante é o fio condutor deste album que se fecha sobre uma bela nota espiritual. A Lisa Gerrard e o Brendan Perry estão no auge da arte do sacerdócio musical ... conduzindo esta grande missa mistica com elegância e devoção. O "Into the Labyrinth" não perdeu nada da sua força incantadora ném da sua magia...

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António Teixeira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 18:18

Olá,
Hoje cheguei mais cedo do trabalho e virei-me para o outro lado do Atlântico!!!
Mais um que estava há muito esquecido e que, apesar de estar a precisar de um banhito, roda e está a servir para recuar uns 30 anos atrás quando foi comprado (ainda com a etiqueta de preço - 1.050$00).
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 19:19

Faço-me acompanhar de Expectativas que são superadas a cada instante. Num concerto que já vai longo (lado 4) nada é decepcionante...



O Jazz mistura-se com vários estilos (pelo menos os meus sentidos assim me deixam crer) e tudo parece funcionar. É um álbum cheio de vida e a percussão (curiosamente) faz-se muito presente.
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António Teixeira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 19:34

Agora Blues...
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António Teixeira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 19:44

Luciana Silva escreveu:
Faço-me acompanhar de Expectativas que são superadas a cada instante. Num concerto que já vai longo (lado 4) nada é decepcionante...



O Jazz mistura-se com vários estilos (pelo menos os meus sentidos assim me deixam crer) e tudo parece funcionar. É um álbum cheio de vida e a percussão (curiosamente) faz-se muito presente.

Preciso mesmo mergulhar nessa variante... Jazz não tenho quase nada!
Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?
Fica aqui a pergunta.
Abraço
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:04

Luciana Silva escreveu:
... É um álbum cheio de vida e a percussão (curiosamente) faz-se muito presente. ...

Visto que falou de Jazz, Vida, Percussão ... pensei logo neste e jà roda. O pianista cubano Roberto Fonseca realisa uma proeza total com este album de "musica nua" ou de "piano livre" como queiram lhe chamar. Desde a capa aonde o rapaz apareçe a mostrar a pele, o tom està dado e a obra serà directa e sém concessão. Os arranjos oscilam entre a Africa e Cuba evidentemente e percorrem todos os idiomas da musica pela voz do jazz. Percussões tribais, ritmos hipnoticos e selvagens, tudo isto conduz a uma reunião luxuosa entre o Vudu e a sensualidade tropical. A complexidade dos arranjos e a virtuosidade do pianista permitem em permanência à musica de brilhar de mil cores. Este fogo de artificio é perfeitamente apoiado pelos musicos excepcionais que acompanham o pianista. Um disco brilhante, inventivo e de alta-tensão ... que deve ser consumido num volume alto e com um mojito na mão!... Vaya hombre, mas, mas asi !!!...

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:11

[quote="José Miguel"]
Bons olhos o vejam Luís, esperamos que esteja como um "rocha"! Wink
[/quote
Obrigado José,
infelizmente uma gripe de '16, que ainda em '17, não está totalmente sarada..., vamos ouvindo, já dá...
agora, acho que me vou aconchegar com umas vozes femininas...

Virginia Astley - From Gardens Where We Feel Secure - lp - 1983


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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:17

António Teixeira escreveu:
... Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?...

Estes três podem ser um inicio luxuoso de discoteca Jazz ... e mesmo acender a paixão por este estilo de musica ...  cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:19

Boa noite!

A resposta pode parecer estranha, mas o ideal é não sugerir nomes ou álbuns e permitir-se a descobrir. Wink

A nossa técnica é essa: ouvir e experimentar, deixar que o gosto - não a História - comande este belo processo.

Esse Keith Jarrett que está a ver nem é dos mais famosos do Músico, mas lá em casa gostamos mesmo dele e antes do Koln Concert - o mais famoso - compramos esse e outros dele... Mas o Koln Concert vale mesmo a pena e um destes dias chegará.


Fica o exemplo!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:20

TD124 escreveu:
António Teixeira escreveu:
... Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?...

Estes três podem ser um inicio luxuoso de discoteca Jazz ... e mesmo acender a paixão por este estilo de musica ...  cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 20:31

Duarte Rosa escreveu:
TD124 escreveu:
António Teixeira escreveu:
... Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?...

Estes três podem ser um inicio luxuoso de discoteca Jazz ... e mesmo acender a paixão por este estilo de musica ...  cheers

   
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 21:05

Continuando o aconchego..

Loreena McKennit - The Visit - lp - 1991


... faz bem à alma...
cheers
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 21:26

Luis Filipe Goios escreveu:
Continuando o aconchego..

Loreena McKennit - The Visit - lp - 1991


... faz bem à alma...

Não resististe à edição em vinil ?... eu sò o tenho em CD ... mas creio que a capa do vinil não é igual à do CD. Em todos os casos é um belo disco com um Tango para Evora !!! cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 21:27

António Teixeira escreveu:


Preciso mesmo mergulhar nessa variante... Jazz não tenho quase nada!
Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?
Fica aqui a pergunta.
Abraço

Boa noite António!

Não sou a pessoa certa para aconselhar ninguém, muito menos quando o assunto é música. Com propriedade posso falar apenas da minha experiência e esta diz-me que a música é uma forma de arte que cria no espectador deleite, contemplação, percepção sensorial, tal como qualquer outra forma criativa. Por isso, está no sítio indicado para conhecer um mundo novo e deixar-se levar pelo que gosta, pelo que lhe toca. Só assim faz sentido ouvir música.

Eu sempre gostei de jazz, sempre fui atraída por cafezinhos com instrumentistas a chamar por mim, mas apesar deste gosto, nunca fui de comprar este estilo de música, para mim jazz era "música visual", era conversa com gente querida, era o nervoso miudinho provocado pelo saxofone, era o piano que sempre me encantou... Quando eu e o Miguel começamos a viver juntos, tivemos de adaptar os nosso gostos musicais (que maioritariamente coincidem) e começamos a comprar jazz... Ele tem uma abertura maior para a música (a novidade), eu sou mais preconceituosa e necessito de entrar gradualmente, lentamente e voluntariamente... por isso, comecei com a minha querida Nina Simone, o Oscar Peterson, Charles Mingus, Miles Davis (o Miles na sua fase mais conservadora e por aí fora... Inicialmente num jazz "mais tradicional" (não sei se me faço entender... E desculpem os entendidos por tão errantes ideias)...
Os ouvidos logo se habituam e depois, em pouco tempo, chega o desejo de ouvir algo novo, mais experimental, mais invasivo, evasivo, surpreendente, desconcertante e é nesta fase que o fórum ajuda... sem indicações precisas, vemos um nome desconhecido, uma capa atractiva e pesquisamos... assim surgem novos conhecimentos e tendências individuais.
No final do processo ficamos mais independentes e a busca passa a ser mais individual, mais solitária... a ponto de pesquisarmos, ouvirmos, gostarmos, ouvirmos novamente, adquirirmos e usufruirmos sem que nenhuma opinião externa derrube o nosso gosto. Só o tempo o conseguirá fazer, quando chegar o desejo de mais, de inovação, diferença...

Desculpe a descrição, mas não há um caminho para o conhecimento, fique pelo fórum (como participante passivo ou activo) e aprenderá novos trilhos, mesmo sem se aperceber... flower
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:01

TD124 escreveu:
Jà fazia algum tempo que um DCD não rodava ... ora que foi um dos grupos que muito escutei entre os 80/90's. Se o estilo do grupo é dificil a descrever pois alternadamente barroco, clàssico, mistico, rock, electronico, sombrio, etnico ... a personalidade deste album é verdadeiramente tribal. Uma obra misteriosa que convida a uma viagem chamânica e espiritual até aos confins do "labirinto". Uma ritmica densa e lancinante é o fio condutor deste album que se fecha sobre uma bela nota espiritual. A Lisa Gerrard e o Brendan Perry estão no auge da arte do sacerdócio musical ... conduzindo esta grande missa mistica com elegância e devoção. O "Into the Labyrinth" não perdeu nada da sua força incantadora ném da sua magia...

A minha segunda metade da década de 90 também foi pautada pelos Dead Can Dance, até nas aulas mais livres de “Oficinas” ouvia… A obra deles é pautada por sons extremamente melancólicos, tristes, mas que dignificam a essência da natureza (incluindo a humana), céu e terra; corpo e espírito; tonalidades diversas, quietude e dinamismo, distância e contacto…

Continuo a gostar de ouvir… O tempo não muda tudo!! Embarassed
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:02

Continuo e acabo pelo Jazz afim de aguçar o apetite do amigo Teixeira pelo mitico Sunday at the Village Vanguard. Saido antes do Waltz for Debby (é a mesma sessão...) este album é uma homenagem ao falecimento precoce do LaFaro, e dai que o Bill tenha escolhido os "takes" aonde o génio do jovem e genial contrabaixista esteja em destaque. Efectivamente o publico està consciente que este trio està a fazer a historia e a dinamitar as fundações do trio clàssico. Acabou-se a "walking bass" que metronomicamente batia o ritmo e nasce uma ritmica inventiva, harmonica e ousada que provoca o solista. O Paul Motian é o arbitro elegante e cumplice dos dialogos entre o Evans e o LaFaro e ao mesmo tempo o aglomerante. A musica derrama-se como mel pelo Village Vanguard e atinge cimos de poésia e virtuosidade ... sempre com swing e classe. Sém atingir a coerência do "Waltz..." este "Sunday..." não é menos uma grande pàgina do Jazz. A minha mulher que estava a ver um filme, jà subiu duas vezes para me perguntar o que é que eu estava a ouvir ... é bem a prova que a grande musica, qualquer que seja o estilo é universal. Uma grande colheita do Jazz classico que "pode e deve" viciar o auditor. A foto da capa diz muita coisa sobre o "estado" do Evans nessa época ...

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:13

Por aqui, igual a sempre porque no fundo nada mudou (o digital continua a ser muito pouco satisfatório), roda em Sony Metal Master um excelente álbum do qual a fita retirou (não totalmente) alguma da digitalite mais do que evidente...mas ouve-se bem.  smedley


Rickie Lee Jones - Flying Cowboys

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Última edição por António José da Silva em Qua Jan 04 2017, 22:40, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:37

Luis Filipe Goios escreveu:
José Miguel escreveu:

Bons olhos o vejam Luís, esperamos que esteja como um "rocha"! Wink
[/quote
Obrigado José,
infelizmente uma gripe de '16, que ainda em '17, não está totalmente sarada..., vamos ouvindo, já dá...
agora, acho que me vou aconchegar com umas vozes femininas...

Virginia Astley - From Gardens Where We Feel Secure - lp - 1983


cheers







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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:47

TD124 escreveu:
Luis Filipe Goios escreveu:
Continuando o aconchego..

Loreena McKennit - The Visit - lp - 1991


... faz bem à alma...

Não resististe à edição em vinil ?... eu sò o tenho em CD ... mas creio que a capa do vinil não é igual à do CD. Em todos os casos é um belo disco com um Tango para Evora !!! cheers

Nunca tive o cd, só tenho em vinil (WEA 9031-75151-1 made in Germany), e, sim creio que a capa do cd é diferente, e é, realmente, um disco belo!
Votos de um feliz 2017!!
cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:47

António Teixeira escreveu:


Preciso mesmo mergulhar nessa variante... Jazz não tenho quase nada!
Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?
Fica aqui a pergunta.
Abraço
Alguns tópicos bons para iniciantes
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t3823-os-menos-badalados-do-jazz?highlight=Jazz
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t4670-3-para-comecar?highlight=Jazz

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t4347-os-imortais-do-jazz?highlight=Jazz


Última edição por anibalpmm em Qua Jan 04 2017, 23:01, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 22:55


Obrigado Aníbal,
por aqui já roda outra "lady", que também sei que agrada por aí ... Wink

Sandy Denny - Rendezvous - lp - 1977


cheers
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:00

Luis Filipe Goios escreveu:

Obrigado Aníbal,
por aqui já roda outra "lady", que também sei que agrada por aí ... Wink

Sandy Denny - Rendezvous - lp - 1977


cheers
Sem dúvida
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:09

TD124 escreveu:
António Teixeira escreveu:
... Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?...

Estes três podem ser um inicio luxuoso de discoteca Jazz ... e mesmo acender a paixão por este estilo de musica ...  cheers
Muito obrigado pelas sugestões...
Já tive a oportunidade de ouvir uma pequena parte de 2 deles e são de facto fabulosos.
Mas também vou seguir a sugestão do José Miguel, de ouvir e analisar se me identifico com a sonoridade.
É também por isto que este fórum é excelente.
Pena é que o tempo para andar por cá seja muito limitado!
Mas é o que é... aproveitarei o máximo possível.
Obrigado...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:13

José Miguel escreveu:
Boa noite!

A resposta pode parecer estranha, mas o ideal é não sugerir nomes ou álbuns e permitir-se a descobrir. Wink

A nossa técnica é essa: ouvir e experimentar, deixar que o gosto - não a História - comande este belo processo.

Esse Keith Jarrett que está a ver nem é dos mais famosos do Músico, mas lá em casa gostamos mesmo dele e antes do Koln Concert - o mais famoso - compramos esse e outros dele... Mas o Koln Concert vale mesmo a pena e um destes dias chegará.


Fica o exemplo!

Muito obrigado José Miguel...
Aprecio muito as suas abordagens e pontos de vista.
Com certeza que submeterei as indicações que forem chegado à experimentação.
Abraço
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:19

Luciana Silva escreveu:
António Teixeira escreveu:


Preciso mesmo mergulhar nessa variante... Jazz não tenho quase nada!
Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?
Fica aqui a pergunta.
Abraço

Boa noite António!

Não sou a pessoa certa para aconselhar ninguém, muito menos quando o assunto é música. Com propriedade posso falar apenas da minha experiência e esta diz-me que a música é uma forma de arte que cria no espectador deleite, contemplação, percepção sensorial, tal como qualquer outra forma criativa. Por isso, está no sítio indicado para conhecer um mundo novo e deixar-se levar pelo que gosta, pelo que lhe toca. Só assim faz sentido ouvir música.

Eu sempre gostei de jazz, sempre fui atraída por cafezinhos com instrumentistas a chamar por mim, mas apesar deste gosto, nunca fui de comprar este estilo de música, para mim jazz era "música visual", era conversa com gente querida, era o nervoso miudinho provocado pelo saxofone, era o piano que sempre me encantou... Quando eu e o Miguel começamos a viver juntos, tivemos de adaptar os nosso gostos musicais (que maioritariamente coincidem) e começamos a comprar jazz... Ele tem uma abertura maior para a música (a novidade), eu sou mais preconceituosa e necessito de entrar gradualmente, lentamente e voluntariamente... por isso, comecei com a minha querida Nina Simone, o Oscar Peterson, Charles Mingus, Miles Davis (o Miles na sua fase mais conservadora e por aí fora... Inicialmente num jazz "mais tradicional" (não sei se me faço entender... E desculpem os entendidos por tão errantes ideias)...
Os ouvidos logo se habituam e depois, em pouco tempo, chega o desejo de ouvir algo novo, mais experimental, mais invasivo, evasivo, surpreendente, desconcertante e é nesta fase que o fórum ajuda... sem indicações precisas, vemos um nome desconhecido, uma capa atractiva e pesquisamos... assim surgem novos conhecimentos e tendências individuais.
No final do processo ficamos mais independentes e a busca passa a ser mais individual, mais solitária... a ponto de pesquisarmos, ouvirmos, gostarmos, ouvirmos novamente, adquirirmos e usufruirmos sem que nenhuma opinião externa derrube o nosso gosto. Só o tempo o conseguirá fazer, quando chegar o desejo de mais, de inovação, diferença...

Desculpe a descrição, mas não há um caminho para o conhecimento, fique pelo fórum (como participante passivo ou activo) e aprenderá novos trilhos, mesmo sem se aperceber... flower  

Olá Luciana, muito boa noite,
Muito obrigado pela sua mensagem.
Com certeza que com todas estas dicas, mais facilmente encontrarei o meu caminho neste área que gosto muito.
Tenho é de gerir com o máximo rigor o tempo disponível, pois, nesta fase o chamamento é forte...
Abraço e até breve (logo que se consiga conciliar disponibilidades por uma visita aí a casa)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:27

TD124 escreveu:
Continuo e acabo pelo Jazz afim de aguçar o apetite do amigo Teixeira pelo mitico Sunday at the Village Vanguard. Saido antes do Waltz for Debby (é a mesma sessão...) este album é uma homenagem ao falecimento precoce do LaFaro, e dai que o Bill tenha escolhido os "takes" aonde o génio do jovem e genial contrabaixista esteja em destaque. Efectivamente o publico està consciente que este trio està a fazer a historia e a dinamitar as fundações do trio clàssico. Acabou-se a "walking bass" que metronomicamente batia o ritmo e nasce uma ritmica inventiva, harmonica e ousada que provoca o solista. O Paul Motian é o arbitro elegante e cumplice dos dialogos entre o Evans e o LaFaro e ao mesmo tempo o aglomerante. A musica derrama-se como mel pelo Village Vanguard e atinge cimos de poésia e virtuosidade ... sempre com swing e classe. Sém atingir a coerência do "Waltz..." este "Sunday..." não é menos uma grande pàgina do Jazz. A minha mulher que estava a ver um filme, jà subiu duas vezes para me perguntar o que é que eu estava a ouvir ... é bem a prova que a grande musica, qualquer que seja o estilo é universal. Uma grande colheita do Jazz classico que "pode e deve" viciar o auditor. A foto da capa diz muita coisa sobre o "estado" do Evans nessa época ...

Estou a ouvir (youtube) e, de facto, gosto muiiito...
Este Bill vai ter de acabar por fazer parte da colecção que ainda irei iniciar.
Obrigado
Abraço
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:31

anibalpmm escreveu:
António Teixeira escreveu:


Preciso mesmo mergulhar nessa variante... Jazz não tenho quase nada!
Até aproveito para fazer uma pergunta (tenho dúvidas se não deveria mesmo abrir um tópico):
Para alguém como eu que tem intenções de investir uns euros em Jazz, por onde começar?
Fica aqui a pergunta.
Abraço
Alguns tópicos bons para iniciantes
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t3823-os-menos-badalados-do-jazz?highlight=Jazz
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t4670-3-para-comecar?highlight=Jazz

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t4347-os-imortais-do-jazz?highlight=Jazz

Boa noite Aníbal,
Com certeza que os consultarei...
Obrigado
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qua Jan 04 2017, 23:46

Mais uma TDK MA-X...


Dick Hyman ‎– From The Age Of Swing




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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 00:00

José Miguel escreveu:
Boa noite!

A resposta pode parecer estranha, mas o ideal é não sugerir nomes ou álbuns e permitir-se a descobrir. Wink

A nossa técnica é essa: ouvir e experimentar, deixar que o gosto - não a História - comande este belo processo.

Esse Keith Jarrett que está a ver nem é dos mais famosos do Músico, mas lá em casa gostamos mesmo dele e antes do Koln Concert - o mais famoso - compramos esse e outros dele... Mas o Koln Concert vale mesmo a pena e um destes dias chegará.


Fica o exemplo!

Estou a ouvir (youtube) o The Köln Concert.
Completamente sublime este piano!!!
Obrigado José Miguel por mais esta indicação.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 00:09

Não tem nada que agradecer, esse álbum apareceria sempre, é difícil escapar a ele. No mercado de usados, em bom estado, aparece no Porto à volta dos 15 euros, novo creio que é o dobro... Na Musak, Rua do Rosário, tinha lá três exemplares da última vez que passei.

Honestamente não seguimos uma lista de compras, o critério é mesmo o gosto/oportunidade, como não compramos fora...
Aproveite a cdgo, tem as reedições da Blue Note e Impulse a bons preços - 16 euros, mais ou menos... pode levantar no Porto sem custos de envio.

Há tanta coisa que o difícil será mesmo gerir as compras, qual o primeiro, o segundo, o próximo... depois seguir as compras pelo Jazz, Rock, Portuguesa, Punk, Post-Rock, Eletrónica, Ambiente, ...


Cuidado, o bichinho pode ter ferrado mesmo!  Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 00:16

Até eu que não sou apreciador de álbuns de um só instrumento, oiço o concerto de Colónia há uns bons 20 anos sem aborrecimentos.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 11:10

Desde as primeiras fràgeis notas de harpa seguidas por uma voz quase infantil, pousada nas altas frequências ... é claro que esta viagem vai ser fascinante. A Joanna Newsom tricotou a beleza com virtuosidade e "aquela" forma de sensibilidade exclusivamente feminina. Os arranjos são deslumbrantes, feéricos, delicados e desta filigrana nasce um sentimento de sonho acordado. A sua voz redopia à volta dos arranjos e a harmonia entonteçe, enfeitiça e acaba por ser extenuante tanto o encanto é permanente e executado num estado de graça raro. Dificil de catalogar esta opera ou sinfonia "barroca e folk" ao mesmo tempo ... pois pode ser do indiefolk, post rock, aternativo e etc... mas escapa demasiado ao habitual para ser classificado tão fàcilmente. As cinco faixas vão de 7 a 16 minutos o que indica o caràcter "progressivo" dado às composições e a produção assegurada pelo grande Jim O'Rourke, não é anodina nestas escolhas. O "YS" é alternadamente fàcil e complexo, imediato e profundo e abre novos espaços que se desvendam escuta apòs escuta. A Joanna com este "album" não inventa nada mas prova que compreendeu tudo ... mesmo se um "toque divino" a tenha ajudado a erguer esta obra do chão até ao espaco etéreo aonde està. È dificil de encaixar um disco apòs este ... tanto a venustidade é permanente e exaustiva. Um album que pode criar o "síndroma de Stendhal" ... e que quase mo cria a cada escuta desde o dia em que o descobri, na glacial bruma do oslofjörd!...

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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 12:28

Olá
Roda o Nº 998 de uma edição limitada a 1500 exemplares...

https://stranglers.tmstor.es/cart/product.php?id=30952
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 13:30

TD124 escreveu:
Desde as primeiras fràgeis notas de harpa seguidas por uma voz quase infantil, pousada nas altas frequências ... é claro que esta viagem vai ser fascinante. A Joanna Newsom tricotou a beleza com virtuosidade e "aquela" forma de sensibilidade exclusivamente feminina. Os arranjos são deslumbrantes, feéricos, delicados e desta filigrana nasce um sentimento de sonho acordado. A sua voz redopia à volta dos arranjos e a harmonia entonteçe, enfeitiça e acaba por ser extenuante tanto o encanto é permanente e executado num estado de graça raro. Dificil de catalogar esta opera ou sinfonia "barroca e folk" ao mesmo tempo ... pois pode ser do indiefolk, post rock, aternativo e etc... mas escapa demasiado ao habitual para ser classificado tão fàcilmente. As cinco faixas vão de 7 a 16 minutos o que indica o caràcter "progressivo" dado às composições e a produção assegurada pelo grande Jim O'Rourke, não é anodina nestas escolhas. O "YS" é alternadamente fàcil e complexo, imediato e profundo e abre novos espaços que se desvendam escuta apòs escuta. A Joanna com este "album" não inventa nada mas prova que compreendeu tudo ... mesmo se um "toque divino" a tenha ajudado a erguer esta obra do chão até ao espaco etéreo aonde està. È dificil de encaixar um disco apòs este ... tanto a venustidade é permanente e exaustiva. Um album que pode criar o "síndroma de Stendhal" ... e que quase mo cria a cada escuta desde o dia em que o descobri, na glacial bruma do oslofjörd!...


Essa editora tem lançado algumas preciosidades.

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mango
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 15:13

vendi o triplo dela Have one on me ha pouco tempo...um bocado arrependido Sad
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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 16:01

TD124 escreveu:


Esse e o seguinte, «have one on me», estiveram um tempo debaixo de olho..., "escaparam"...
por aqui, agora

Van Der Graaf - Vital - 2lp - 1978


cheers
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 16:56

Luis Filipe Goios escreveu:
... Van Der Graaf - Vital - 2lp - 1978
...

Ah! o Peter Hammill é um dos que ouvi muito durante a minha estadia nas zonas septentrionais...

Um grande senhor 2cclzes

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Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: A rodar XL   Qui Jan 05 2017, 17:56

TD124 escreveu:


Ah! o Peter Hammill é um dos que ouvi muito durante a minha estadia nas zonas septentrionais...

Um grande senhor 2cclzes
2cclzes
Tive a oportunidade de o ver ao vivo... um dos melhores (imo)
roda agora, um dos meus 1ºs VDGG (p.v.p. 295$00) Cool

Van Der Graaf - The Quiet Zone / The Pleasure Dome - lp - 1977


edição "tuga" e, "toca" tão bem!
cheers
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A rodar XL
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